quarta-feira, 20 de setembro de 2017


INTERDISCIPLINA: SEMINÁRIO INTEGRADOR VI
                  
                 Reflexão sobre escrita

   Pensar e escrever não é uma tarefa fácil, ao colocar a ideia no papel, ela precisa ser formalizada para que possa ser entendida, e isto é difícil, inicialmente. Por que inicialmente? Porque ao escrevermos com frequência esta habilidade se desenvolve e torna-se espontânea.
   Nossa vontade pode nos levar para lugares além da nossa imaginação...Vontade de escrever e representar um sentimento.
  Podemos desenvolver a habilidade da escrita?
  Refletindo um pouco sobre nossa aula, com a professora Ivany, penso que esta habilidade se desenvolve em alguns minutos de conversa. Quem diria, que em uma noite de aula, descobriríamos nossa escrita poética? A professora nos mostrou que todos são capazes, só é necessário iniciar.
    Com algumas respostas, para frases narradas pela professora, construímos poemas...


LIBERDADE?
                                             FELICIDADE, BEM ESTAR
            CALMARIA?
                                                            PAZ...
             INFÂNCIA?

                                                                      INQUIETUDE, ARREPIO...




ESCREVER... É SÓ COMEÇAR

INCENTIVO É FUNDAMENTAL



terça-feira, 19 de setembro de 2017


INTERDISCIPLINA: FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO


      
                 
                         As tecnologias e as relações interpessoais

  O mundo atual não é o mesmo da minha infância. Quando eu era criança gostava de subir em árvores, correr livremente, comer frutas direto das árvores, principalmente, goiabas. Que delícia, que saudade. A rua era nosso espaço de criação, novas brincadeiras e muitas rimas divertidas para pular corda. Nossas músicas preferidas tocavam no rádio, em discos ou fitas cassete. Nossos problemas e frustrações eram resolvidos conversando, com um olhar ou um abraço. E as fotografias? Somente em aniversários, festas de quinze anos e casamentos ou quando tinha filme na máquina fotográfica. Aos finais de semana, as visitas eram na casa da vovó, dos tios ou outros parentes. No início do ano, cadernos novos, lápis e borracha com cheirinho de frutas, caixinha de clips coloridos e agenda. Como era bom escrever, ir à escola e usar todo o material novinho. Tudo é saudade... Saudade de um tempo vivido em sua plenitude, mas que mudou, evoluiu.
  Ao assistir o vídeo, do historiador Leandro Karnal, pensei um tudo que mudou com o surgimento das novas tecnologias de comunicação. Conversar com alguém está muito mais acessível, podemos registrar diversos momentos da nossa vida e dos outros utilizando o celular, câmeras fotográficas, já estão esquecidas. Não precisamos sair de casa para jogar, os jogos podem ser online. Não precisamos comprar CDs, basta baixar da internet ou utilizar aplicativos de músicas, até para namorar as pessoas estão usando aplicativo. Como nossos avós podem entender tamanha evolução? As pessoas brincam, conversam, estudam e compram sem sair de casa.
  Com o uso das tecnologias, as facilidades são muitas, mas, há de se pensar, que nem tudo é perfeito, principalmente as relações interpessoais. As pessoas estão substituindo a conversa pessoal por mensagens. Manda-se mensagem de aniversário ao invés de abraçar. Um comentário na rede social gera grandes discussões sem sentido, enquanto que o real passa despercebido. A internet é muito momentânea, não deixa espaço para reflexão. Nesse sentido, é preciso ter cuidado com o uso, com comentários e compartilhamentos.
 Na internet, nem tudo é real e verdadeiro, quanto um diálogo ou uma roda de conversa, em que as pessoas podem se tocar, se olhar e se agradar com a presença do outro. O uso da internet não pode substituir a presença física. A tecnologia é um auxílio, não pode guiar nossa vida, nossos sentimentos e nossas ações.



Acesso em: 19/09/2017 https://www.youtube.com/watch?v=crlhoz7IVeY 

O impacto das redes sociais na vida das pessoas, Leandro karnal, no Ponto a Ponto.




O MUNDO CONECTADO E O INDIVIDUALISMO

                         


DIALOGANDO
                                 

O CONTATO COM O OUTRO É MUITO IMPORTANTE


                 

sábado, 15 de julho de 2017


INTERDISCIPLINA: ORGANIZAÇÃO DO ENSINO FUNDAMENTAL


    PENSANDO NO ALUNO: PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO

    A equipe diretiva da escola Miguel Couto criou a hashtag #soubomsoudobem para orientar e acolher alunos em situação de vulnerabilidade, com a má utilização das redes sociais. Sabemos que é dever da família zelar e orientar suas crianças, mas em momentos que falhas ocorrem, a escola faz este amparo. A equipe percebeu que alguns alunos estavam fazendo referências, ao jogo baleia azul, e espalhando as informações entre os colegas de classe. Os professores foram convocados para fazer um acolhimento para todos os alunos, explicando a importância e a valorização da vida. Realizamos atividades de orientação e conscientização, após foram realizadas exposições dos trabalhos feitos, para que eles identificassem, com clareza, os objetivos desta atividade. Valorizar tudo que a vida nos oferece e tudo que podemos ser se soubermos escolher o caminho certo.
    Num mundo globalizado, com tantas informações a disposição e em tempo real, as crianças não compreendem nem filtram os excessos. A escola está se empenhando para possibilitar mais diálogos e debates sobre diferentes temas, que podem se tornar problemas futuros, uma das funções do PPP é amparar a escola quanto a sua função de reflexão e diálogo. Sua composição é feita com base na realidade escolar e as necessidades da comunidade local.
    Se a escola percebe necessidades específicas, pode se apoiar no PPP da escola para adequar, ou até mesmo, incluir novos temas e objetivos. Com isso tornamos a escola, um espaço confiável para o aluno ampliar seus conhecimentos e selecionar o que for adequado para seu desenvolvimento.


  

INTERDISCIPLINA: SEMINÁRIO INTEGRADOR V

 
              Qualidade das postagens


   Ao longo do semestre percebemos que não dá para postar qualquer coisa no nosso blog. As postagens devem estar relacionadas com o teor do nosso aprendizado. Mas nem sempre foi assim. A qualidade foi surgindo, aos poucos, evidenciando nossa melhor compreensão sobre seu verdadeiro sentido: ser um registro das nossas reflexões ao longo dos semestres, e, posteriormente nos auxiliar na escrita do documento de avaliação.
  As oportunidades de aprender estão sempre a nossa disposição, faço referências às análises do blog, que realizamos como atividade nesta interdisciplina. Foi muito bom reler minhas escritas e autoavaliar minhas produções, ver o que foi importante e seguir como exemplo para futuras postagens.
   Quando refletimos sobre algum assunto, algo muda em nós, passamos a entender muitos aspectos com mais clareza, selecionamos o que é importante estar registrado. Gosto de pensar em tudo que já realizamos e o quanto foi possível transformar, incluindo nossa prática, os diálogos com os colegas e professores e as leituras. Tudo isso fez com que a qualidade das minhas escritas se tornasse mais consistente, revelando, então meu aprendizado.



sexta-feira, 14 de julho de 2017


INTERDISCIPLINA: PSICOLOGIA DA VIDA ADULTA

   
                Reflexões sobre a maturidade no ambiente escolar 
   
    Fazendo algumas reflexões sobre o que pesquisamos e aprendemos, na interdisciplina de Vida Adulta, penso que é possível analisar o comportamento de alguns alunos. Tentar compreender porque eles demonstram tantas dificuldades no processo de desenvolvimento da autonomia.
    Em nossas pesquisas descobrimos que não existem diferenças entre os gêneros masculino e feminino e que todos passarão pelos mesmos processos, de acordo com a individualidade de cada um. Nas leituras, encontramos afirmações de Erik Erikson, que diz que o indivíduo cresce a partir das exigências internas do seu ego, nas também do meio em que vive. Para o autor, é essencial analisar a cultura e a sociedade em que o sujeito pertence.
   Podemos refletir sobre as atitudes de alguns alunos, que ainda não desenvolveram hábitos de pessoas independentes, que se devem ao sistema familiar, ou a forma como estão sendo educados em casa. São crianças que recebem tudo pronto, muitas não sabem descascar uma bergamota, abrir uma embalagem ou amarrar o cadarço do tênis. Na escola, estas crianças aprendem o que já deveriam trazer como bagagem.  Incentivamos que ela tenha autonomia para desenvolver pequenas tarefas, com isso elas se sentem capazes e encorajadas para evoluírem no seu aprendizado.
   O processo de maturidade das pessoas não é padronizado ou linear, ele vai ocorrer naturalmente para cada pessoa e todas passarão pelas mesmas fases, mas é importante, no processo de educação e ensinamento familiar complementando o que a criança aprende na escola.
Referências bibliográficas:
PICETTI, Jaqueline Santos. AS OITO IDADES DO HOMEM SEGUNDO ERIK ERIKSON.
RABELLO, Elaine; PASSOS, José Silveira. ERIKSON E A TEORIA PSICOSSOCIAL DO DESENVOLVIMENTO.

Todos passam pelas mesmas etapas. O que muda é a velocidade com que ocorre para cada um.


quinta-feira, 13 de julho de 2017


  INTERDISCIPLINA: PROJETO PEDAGÓGICO EM AÇÃO




                             Avaliando a evolução do PA


    Que bom que ainda existem desafios e que nós ainda tenhamos motivação para aceitar os desafios. O semestre foi muito desafiador, sair da nossa rotina confortável para trabalhar com metodologias e propostas diferenciadas, os PAs. No início, a sensação é de insegurança e medo de falhar, conforme o trabalho evolui, as dúvidas vão se dissipando, dando lugar a novas ideias. As demonstrações de satisfação, por parte dos alunos, são fundamentais neste processo, cria-se um sentimento de cumplicidade e admiração entre as partes envolvidas. Muitas vezes, as atividades não ocorrem da forma que esperamos, mas algo sempre acontece. São muitas as transformações que podemos perceber nos alunos, a principal é o aprendizado, que cada um demonstra do seu modo.

    Preciso relatar o que ocorreu com o Guilherme, ele começou a frequentar a aula de reforço, no turno inverso, relatei para a professora que eu estava muito preocupada porque ele não estava alfabetizado e demonstrava bastante dificuldade para aprender. Então a professora começou sua aula, pediu que ele escrevesse seu nome, ele disse que precisava de auxílio e a aula seguiu. A professora fez mais perguntas, algumas ele soube, outras não, logo ele falou para a professora: essa parte eu não sei, mas sei sobre vulcões. A professora então indagou, sabe o quê? Ele explicou com muitos detalhes sobre as aulas e tudo que havíamos realizado e disse se quiser te mostro professora, faço um desenho.  A professora relatou como havia sido a aula e me disse: teu aluno aprendeu muito, não o que esperamos, mas o que está dentro das capacidades dele. Olha só o quanto este aluno aprendeu, mesmo não sabendo ler, ele demonstrou seu aprendizado de outras formas, conseguiu levar adiante o que aprendeu, além da sala de aula. Para ele o aprendizado é um tesouro. Posso dizer que os objetivos do projeto foram alcançados, por parte da evolução deste único aluno, que é um caso especial. Se apenas ele aprendesse eu já estaria realizada. Mas, com muito orgulho, posso falar que a turma inteira se transformou, todos aprenderam de forma única e própria. Fiz muitas adaptações neste PA, mas a essência permaneceu e tocou profundamente cada um de nós, me incluo também, pois aprendi tanto quanto os meus alunos.


   Seguem as fotos da experiência realizada na sala de aula do terceiro ano

Iniciando a construção do vulcão

Muitas mãozinhas

Pedrinhas para deixar mais real

A professora também sabe modelar um vulcão


Está pronto nosso vulcão




Acesse o link abaixo para visualizar a experiência:

https://youtu.be/jPc62vRRnIg




quarta-feira, 12 de julho de 2017



INTERDISCIPLINA: ORGANIZAÇÃO DO ENSINO FUNDAMENTAL



    PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO: DIVERSIDADE NA SALA DE AULA


    No município de Nova Santa Rita, anualmente os professores participam da Formação Troca de Saberes, que envolve todos os professores da rede. Participei com minhas colegas de segundo ano, Anna e Fabiana. Apresentamos atividades realizadas com os alunos. Durante o período do projeto, confeccionamos petecas, minidicionário indígena, dobraduras para material de contagem e cumbucas, feitas de papel pardo rasgado. Utilizamos uma lenda indígena sobre o dia e a noite, a história foi colada nas cumbucas, que se assemelham as cuias, muito utilizadas pelos povos indígenas, inclusive por nós para tomar chimarrão.
    A história foi contada de duas formas: teatro de sombras e nas cuias. As aulas foram muito ricas e diferenciadas, houve muita participação das crianças, na criação e desenvolvimento das atividades. Para a construção das petecas, elas levaram as penas. Na elaboração do dicionário, houve pesquisa das palavras de origem indígena, que fazem parte do nosso vocabulário e maioria das crianças desconhecia, com as descobertas, elas ficavam surpresas. O espaço escolar deve propiciar questionamentos, assim como, oferecer respostas. O PPP nos ampara, quanto a isto, proporcionar diálogo, descobertas e novos questionamentos sobre diferentes temas. O professor deve se sentir desafiado a oferecer o que tem de melhor para seu aluno, algo que tenha significado e importância para a vida dele.
     Realizamos esta atividade porque a escola nos incentiva e inclui no seu PPP atividades de pesquisa para evidenciar o crescimento pessoal de cada aluno.
     Na apresentação para os colegas, na Troca de Saberes, mostramos que com vontade somos capazes de criar uma escola inclusiva, longe de ser a melhor, mas talvez, uma escola que vê e olha para o aluno com um olhar diferenciado.