sexta-feira, 1 de abril de 2016



       ESPECTATIVAS PARA O SEMESTRE



O que esperar deste semestre...
É bom ficar imaginando o que iremos estudar, é bom ser aluna, ter horário para estudo. Muitas vezes, correndo atrás do tempo perdido, tentando organizar a agenda para que tudo possa ser feito. E adiando o que pode ser feito mais tarde.

Acredito que para este semestre vamos recordar nossa infância. Com músicas, brincadeiras e principalmente artes. Sou professora e artesã. Gosto muito de trabalhar com os alunos dobraduras, pinturas recortes, origami e kirigami. Nas minhas poucas horas vagas, faço trabalhos em eva para alegrar meus alunos. Para a Páscoa fiz cestinhas de garrafa pet e eva, as crianças amaram.  Acho que carinho deve fazer parte da nossa rotina.






quinta-feira, 31 de março de 2016

                       

                            INÍCIO DO SEMESTRE

  Todo o começo é um recomeço... muitas dúvidas, ansiedade, medo do tempo e o do que virá.

  Sentimento meu e de muitas colegas. Mas quando recebemos o abraço e o carinho dos professores , tutores e colegas, tudo parece dissipar-se, então o que fica é a vontade,  a determinação e a força.     Que sentimento bom! Retornar e olhar que percorremos uma parte do caminho com sucesso. No nosso encontro do dia dezesseis de março fizemos um cartaz de motivação e boas-vindas para os colegas novos. Foi muito divertido. Estamos com uma sensação de dever cumprido e prontas para o próximo semestre.

   É tempo de mudança, de busca pela qualificação e também de satisfação pessoal. O nosso diploma. Agora mais perto do que longe. A palavrinha tempo sempre em nossos pensamentos. Cada semestre é um aprendizado de como otimizar o tempo. Agora sem desculpas, somos veteranas. Sempre em frente!


  
  

                    A SAUDADE VIROU ATIVIDADE
                                 

  A nossa atuação em sala de aula está ficando cada vez mais enriquecida de informações. Tenho vontade de mudar sempre, fico pensando o que fazer para melhorar as aulas, atrair a atenção dos alunos. Comecei pensando na infância, o que eu gostava de ouvir e o que me fazia sentir saudades. Fiquei muito nostalgica... Mas valeu a pena. Levei para a sala de aula uma parlenda antiga e músicas de roda. Cantei, brinquei e me diverti muito! Contei para os alunos a importância que tiveram na minha infância, percebi o interesse e o retorno foi imediato. Em casa os pais tiveram que cantar junto com eles, segundo relatos dos pais no outro dia. Fiquei muito feliz e com uma sensação de estar fazendo o certo, colocando afeto nas minhas práticas pedagógicas.










sexta-feira, 25 de março de 2016

MUDAR É PRECISO...

  Minha postagem será para relatar o processo de aprendizagem da aluna  S... Todos os anos trabalho com turmas de segundo ano, praticamente,  vira uma rotina. Sei o que vou trabalhar, conheço os níveis de aprendizado dos alunos e vou imaginando o que fazer para que todos recebam informações necessárias. Mas, uma aluna me intrigou, irritou e me deixou sem ação: a S.... Não conhecia as letras, não escrevia seu nome e não diferenciava números de letras. Seus desenhos eram rabiscos. Tudo bem, vamos começar do zero. Enquanto eu pensava o que fazer, ela começou a pegar os materiais dos colegas, inclusive os meus, fiquei muito irritada. Conversei com ela diversas vezes, mas não adiantou. Era sempre a mesma coisa, sumia algo da sala, estava com ela. Fui afastando ela de mim, pensei que eu não tinha o que fazer.
      No segundo semestre quando começamos a disciplina de Alfabetização, surgiram informações importantes para mim. No geral todas, todas as disciplinas foram importantes, mas preciso focar em uma para explicar e argumentar sobre os avanços no aprendizado desta aluna. A partir da leitura do texto: VER, CRIAR E COMPREENDER entendi com mais clareza o processo de alfabetização das crianças. A aluna S... não havia desenvolvido a habilidade de desenhar. Fui investigando e descobri que a família era muito humilde e ela não possuía muitos recursos em casa, como livros ou folhas para desenhar. Ela possuía um caderno velho e quase sem folhas e um estojo praticamente vazio. Passei a emprestar os materiais para ela durante a aula e mudei minhas atitudes com ela. Durante a semana eu a chamava para se sentar perto de mim e pedia para ela fazer um desenho, enquanto ela desenhava eu ia conversando incentivando, dizendo que ela era capaz e que eu estava muito feliz com seu progresso. Aos poucos, ela foi mudando as atitudes. Fez algumas cartinhas para mim, aprendeu a escrever o nome. Eu mudei minhas ações e o retorno foi imediato. Na medida que ela foi aprimorando seu desenho, ela aprendeu a contar e reconhecer os números até dez. Foi um enorme progresso, ela ficou mais confiante os colegas também se aproximaram dela, pois ela parou de pegar os objetos da sala, quando ela fazia algo interessante me pedia para mostrar para outras professoras da escola.

   Ao final do ano ela não foi alfabetizada, mas o nosso aprendizado foi uma satisfação. Para ela muitas possibilidades, para mim, a chance de fazer a diferença, mudar atitudes e preconceitos. Quando se tem a chance, tudo pode mudar. Através da disciplina de Psicologia aprendi a me conhecer e perceber o quanto minhas ações influenciam a vida dos alunos, positivamente ou negativamente. É preciso que eu, como professora, tenha a sensibilidade de compreender o outro e enxergar além de cadernos e escritas perfeitas.










sábado, 28 de novembro de 2015




        Disciplina: Escolarização, espaço e tempo


         REFLEXÃO 

  Fiquei muito emocionada ao realizar esta atividade, juntamente com minhas colegas de trabalho, amigas e parceiras de curso, Anna e Veridiana, por isso resolvi postá-la e fazer uma reflexão. Ao escrever o manifesto, procuramos contar um pouco a história da profissão, realizadas ao longo do semestre.
  A profissão do professor é tão nobre e importante, quanto todas as outras, mas com um diferencial: todas as profissões, para serem concretizadas, precisam de um bom professor. Mesmo assim, continua sendo desvalorizado, pela sociedade e pela política, A sociedade não vê a profissão como promissora para seus filhos, a política promete e faz propagandas, mas não passa disso. Enquanto isso, nós esperamos e cuidamos dos filhos da sociedade. Inclusive, na última aula, de história da educação, foi mencionada, a questão da escola ter o lado "maternal", e as professoras com a "vocação" de cuidar e educar crianças, não necessitando muito de bons salários, já que trabalham por amor.
  Escolhi ser professora porque acredito na educação e tenho orgulho do que faço, estou buscando uma boa formação para proporcionar o que há de melhor para meus alunos. Gosto de lembrar dos bons professores que tive, olhos brilhantes e enfileirados, aguardando a voz do professor, numa sala desgastada pelo tempo e marcada pelo estudo. Meu pai me ensinou: sem estudo, não somos nada, então estude. É o que estou fazendo, e farei por muito tempo. Os tempos de glória para um professor ainda existem, de forma diferente, é claro, no olhar de gratidão dos alunos quando descobrem que estão lendo, quando escrevem uma cartinha dizendo: você é a melhor professora do mundo, eu te amo!



MANIFESTO

Que profissão é essa?
Todas as pessoas escolarizadas passam por nós
Todos os dias temos encontros marcados
Tecendo uma teia infinita de saberes
Olhos brilhantes e enfileirados
Aguardam a voz do professor
 Soar como uma melodia
Numa sala desgastada e marcada pelo estudo
Reflexo de um passado de muita glória
Quando a sociedade dizia: professor é tudo

Que profissão é essa?
Todos exigem, cobram e prometem
Dizem que somos importantes
Na hora de fazer a diferença
Poucos se comprometem

Que sociedade falha e injusta
Machuca nosso orgulho e fere nossa crença
Eis que aqui estamos, buscando resposta à questão:

Que profissão é essa?
Outrora tínhamos, éramos o poder
Que sociedade falha e injusta
A frieza e a falta de comprometimento com os profissionais antes santificados
Outrora valorizados
 Acaba por gerar sentimentos de quase impotência
Quase ausência
Ausência da doçura
Na mente e no coração, a angústia da questão

Que profissão é essa?
No entanto, nossa força, nosso passado de glória é lembrado
Em meio a dor e ao orgulho ferido
Essa profissão antes valorizada
Terá novamente sua importância reconhecida, aplaudida
Cada educador carrega consigo a nobreza e a bravura de seus antepassados
Lembranças de um passado de glória desejamos alcançar
Prosseguir firmes nesta estrada, nesta direção
Atingir nosso objetivo, nosso lema e juramento
Onde olhos brilhantes, constroem saberes e
Esperam pela melodia das nossas vozes...

Que profissão é essa?
Que segue,
Apesar das dificuldades
Tentando fazer o melhor para cada individuo
Que por ele passa.

Que profissão é essa?
Que tem o futuro em suas mãos
Embora seu próprio futuro seja incerto.



domingo, 15 de novembro de 2015


           VALORIZANDO A DIVERSIDADE CULTURAL 
                                DO NOSSO PAÍS
    
      Após a leitura do livro Bruna e a galinha D’ Angola, os alunos criaram sua galinha com recorte e colagem. Aproveitamos para discutir traços da nossa cultura que herdamos dos povos africanos. Falamos de cantigas de roda, palavras do nosso vocabulário, artistas que se destacam na nossa sociedade e, principalmente da cor. Somos todos diferentes, cada um com sua particularidade e importância. Faremos uma bonequinha  de cordão, chamada Abayomi. No dia 19, faremos uma feijoada na escola, para encerrar a semana.







segunda-feira, 2 de novembro de 2015




NÍVEIS DE ALFABETIZAÇÃO
EMILIA FERREIRO
Disciplina: Fundamentos da alfabetização
Texto: Ver, criar e compreender



Nível silábico-alfabético

    A criança entra em conflito com a hipótese silábica, pois o que ela escreve não é compreensível para outras pessoas. Ela percebe que é possível colocar mais letras para cada sílaba. Ela utiliza uma letra para cada sílaba, ora mais letras.                                                                                                  



 Júlia, aluna do segundo ano, 7 anos

                       



                                                                Nível alfabético

      Relaciona um grafema a cada fonema. Pode utilizar letras  com ou sem valor sonoro convencional. Neste nível a criança não se preocupa com questões ortográficas como o uso de s/ç/ss/z, relativas às convenções do sistema de escrita.
 

                                                    Nathália, aluna do segundo ano, 7 anos


       Os exemplos mostrados, acima, são de duas alunas do segundo ano, com a qual eu trabalho.